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domingo, 17 de abril de 2016

MENSAGEM DO ARCEBISPO

Exortação Apostólica Pós-sinodal Amoris laetitia

Queridos irmãos e irmãs!
Com data de 19 de março, Solenidade de São José, o papa Francisco publicou a sua segunda Exortação Apostólica, desta vez “Pós-sinodal”, Amoris laetitia (A alegria do amor). A Exortação é Pós-sinodal, porque ela é publicada após o Sínodo dos Bispos, em sua XIV Assembleia Geral Ordinária, realizada em 2015. Diz o papa Francisco: “Por isso, considerei oportuno redigir uma Exortação Apostólica pós-sinodal que recolha contribuições dos dois Sínodos recentes sobre a família, acrescentando outras considerações que possam orientar a reflexão, o diálogo ou a práxis pastoral” (n. 4).

Duas grandes motivações são apresentadas na Exortação Apostólica Amoris laetitia: proposta para as famílias cristãs viverem a sua missão e vocação e encorajar a todos os fiéis a serem sinais de misericórdia e proximidade para a vida familiar em suas dificuldades: “Esta Exortação adquire um significado especial no contexto deste Ano Jubilar da Misericórdia, em primeiro lugar, porque a vejo como uma proposta para as famílias cristãs, que as estimule a apreciar os dons do matrimônio e da família e a manter um amor forte e cheio de valores como a generosidade, o compromisso, a fidelidade e a paciência; em segundo lugar, porque se propõe encorajar todos a serem sinais de misericórdia e proximidade para a vida familiar, onde esta não se realize perfeitamente ou não se desenrole em paz e alegria” (n. 5).

No número 3 de Amoris laetitia, o papa Francisco apresenta um princípio que deve nortear as reflexões sobre o tema do matrimônio e da família: “o tempo é superior ao espaço”. E assim, reitera que nem todas as discussões doutrinais, morais ou pastorais devem ser resolvidas através de intervenções magisteriais. Respeitando a necessidade da unidade de doutrina e práxis que deve existir sempre na Igreja, o papa reconhece que “existem maneiras diferentes de interpretar alguns aspectos da doutrina ou algumas consequências que decorrem dela”. E isso vale até o fim da nossa peregrinação, até “quando formos introduzidos perfeitamente no mistério de Cristo e pudermos ver tudo com o seu olhar”. Ainda mais, é possível buscar soluções mais inculturadas (cf. n. 3).

Toda a Exortação Apostólica é construída a partir das palavras iniciais que dão o título ao documento: “A alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja”. No fim da introdução o papa dá alguns conselhos sobre a leitura de Amoris laetitia: “não aconselho uma leitura geral apressada”, “aprofundar pacientemente uma parte de cada vez ou procurar nela aquilo de que precisam em cada circunstância concreta”, “espero que cada um, através da leitura, se sinta chamado a cuidar com amor da vida das famílias, porque elas não são um problema, são sobretudo uma oportunidade”.

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