NOSSA MISSÃO É EVANGELIZAR

NOSSA MISSÃO: LEVAR A GRAÇA DO RESSUSCITADO AS FAMÍLIAS

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

PROTOMÁRTIRES, TESTEMUNHO E ATUALIDADE PASTORAL

A Igreja Católica no Brasil tem a honra de contar, partir de hoje (15/10/17), com os seus genuínos mártires brasileiros. A Igreja Particular de Natal-RN tem essa alegria de apresentar para toda a catolicidade, confirmados pelo Santo Padre, o Papa Francisco, os Protomártires do Brasil. Eu tive a graça de participar da Beatificação, quando ainda era estudante de teologia, aqui em Roma, em 05/03/2000; e agora da Canonização. Esses dois acontecimentos me instigaram a pensar a atualidade teológica (Cf. arquidiocesedenatal.org.br/artigo-os-martires-de-cunhau-e-uruaçu-com-sua-atualidade.html) e pastoral deste testemunho, com alguns elementos que quero propor como chave de leitura e atualidade da mensagem deste martírio para as nossas práticas e desafios pastorais. Antes de tudo, quero ressaltar que os pontos a seguir são fruto das minhas cogitações pessoais e, por isso, ciente que podem e devem ser amadurecidos. Ei-os:

  1. A pessoa do Presbítero: nos dois episódios, está bem situada a pessoa do sacerdote. O lugar está bem ocupado. André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro estão testemunhando, junto com as comunidades, a centralidade do sagrado. A Eucaristia que é a presença real de Jesus Cristo na história, na vida da Igreja e de cada fiel. A vida pastoral da comunidade eclesial tem seu fundamento no Mistério Pascal de Jesus Cristo, sempre atualizado em cada celebração eucarística. A pessoa do presbítero precisa manter permanentemente essa sinfonia com a mística eucarística. Essa relação torna-se eclesial, porque é personalíssima. A Eucaristia como elemento fundante do único necessário. A exclamação Louvado seja o Santíssimo Sacramento é a configuração pessoal do que era a Eucaristia para aquelas comunidades; mas, sem dúvida, que continua a ser para a vida da Igreja, em todos os tempos. Onde não há a Eucaristia, é simplesmente narrativo falar de identidade eclesial. O presbítero deve situar-se nesse contexto teológico, para entender qual é a sua missão na comunidade e quais atitudes a serem tomadas na sua ação pastoral. Essa missão não é só sacramental, pois o ministério do anúncio da Palavra de Deus a acompanha; todavia, essa relação mistagógica é perene e fundante. 
  2. O domingo, como Dies Domini: a comunidade cristã não pode perder a importância da centralidade do domingo, como Dia do Senhor. Para cada fiel, o domingo é dia de celebrar Páscoa de Jesus Cristo, a Sua ressurreição. Não é dia de mais uma obrigação. É momento do encontro com o Mistério da nossa fé. Por ser encontro, é necessário que aconteça com amor. Muitos cristãos, por causa de uma catequese superficial, que obscureceu a consciência interna do sentido deste dia para cada fiel, perderam o sentido e a beleza do domingo como tempo de glorificar a Deus e de participação na comunidade de fé. O secularismo, como fenômeno externo, está sufocando o que este dia deve ser para cada cristão. O indiferentismo, o materialismo, o racionalismo e outras convicções, provocam a liquidez da identidade cristã e estão sufocando o encantamento com a beleza da fé. Os Protomártires atualizam essa convicção axial do domingo como tempo primordial de reconhecimento de quem é o Senhor da nossa história.
  3. As famílias: “pelo Bom Pastor, deram o seu sangue, homens, mulheres, jovens e meninos”. Eis o que nos ensina o hino dos mártires. A comunidade cristã precisa redescobrir a beleza da espiritualidade familiar. A Igreja doméstica é a família. Ela é lugar de encontro com o amor, por excelência. Não pode existir o bem social, sem o cuidado com as famílias. Na sociedade pós-moderna existe a configuração de outros modelos de família; mas, não pode ser a própria sociedade a querer desconstruir o valor e o significado das mesmas. A valorização da confusão só confunde mais. O que existe é um desserviço ao bem das famílias. O testemunho dos Protomártires é um sinal de que é nas diferenças que compreendemos a maravilha da experiência familiar. Esta é sempre chamada a completar-se com o outro, que mostra que as diferenças que compõem uma antropologia integral é o que nos integra no mundo com os demais seres humanos. No acontecimento do martírio estavam presentes muitas famílias. O mesmo modelo de família que civilizou a sociedade ocidental. Contemplando este cenário, temos que abrir os corações para favorecer a proteção das famílias, antigas e novas.
  4. Protagonismo dos Leigos: A Igreja, principalmente depois do Concílio Vaticano II, reformulou a urgência da responsabilidade de todos os fiéis batizados na ação missionária pastoral. Esse protagonismo deve ser maduro. A fé e o sentimento de pertença eclesial devem nortear esse dinamismo. O que percebemos em muitos cenários eclesiais e eclesiásticos não condiz com as inovações almejadas pelo Concílio. O Papa Francisco tem mostrado e ensinado que o caminho não é do clericalismo, forçado por muitos ministros ordenados e alimentado por outros muitos fiéis leigos. A categoria povo de Deus ainda não foi recepcionada com profundidade e, por isso, politizada erroneamente por tantos que aprenderam a fazer parte da Igreja, sem ser Igreja, na comunhão e participação. Há subserviência e muitos confrontos infelizes na relação fiéis leigos e ministros ordenados. Essa ferida maltrata a Igreja, que é o corpo místico de Jesus Cristo.
  5. Ecumenismo: esse tema é conciliar. Entra amplamente na Igreja Católica, depois do Vaticano II. Contudo, suas primeiras impressões foram construídas pelas comunidades cristãs protestantes. No morticínio de Cunhau e Uruaçu está o que é sinal de escândalo para todos os que não professam a mesma fé cristã. A divisão dos cristãos é o mais grave contra testemunho da história do cristianismo. Estudiosos, a partir de outros paradigmas de conhecimento, podem analisar as questões políticas, econômicas, históricas e ideológicas. Para a Igreja esse fato envolve necessariamente uma questão de fé. Para quem não é cristão, que haja a honestidade de ver o que esse acontecimento significa para a Igreja e o que ela quer dizer ao mundo. Muitos passos foram dados no dialogo que precisa existir entre as comunidades cristãs. Mas, há tanto a ser construído. Recentemente, quantas formas irracionais de intolerância e desrespeito entre algumas comunidades cristãs. O ecumenismo é urgência de fé e de prospectivas humanistas, para o que o cristianismo pode realizar o bem do mundo e para a glória de Deus. O que aconteceu neste martírio não pode continuar a ser o mesmo erro cometido por tantos cristãos.
  6. Liberdade Religiosa: talvez seja um dos temas mais complexos dos tempos atuais. Universalmente declarado em 1948, mas que passou a ser uma preocupação constante das várias nações. A Igreja o aborda enfaticamente no Concílio Vaticano II. Extremismo religioso, atentados, guerras em nome de deus e outros elementos têm provocado discussões acirradas em várias partes do globo sobre a temática. O laicismo, que é a negação do dado religioso como fonte de valores sociais, tem sido incisivo e ideologicamente fortalecido. A laicidade defendida pelas religiões, que exige e espera o respeito ao que é próprio das suas identidades, e que sempre formaram a cultura ocidental, é chamado em causa, como princípio civilizatório e promotor da dignidade transcendente da pessoa humana, e é um ponto de equilíbrio para a convivência fraterna e solidária de todos os cidadãos, sejam eles religiosos, ou não.
Por fim, a preocupação é que a nossa concepção do que seja o martírio e sua relevância para a nossa ação missionária pastoral, não fique no secundário. Necessitamos de uma teologia do martírio para os tempos hodiernos. Não podemos estar só pensando no turismo religioso, mesmo que esse seja uma via importante. A questão é: como a Canonização dos Protomártires do Brasil vai ser fonte de motivação para que glorifiquemos a Deus e sejamos discípulos missionários de Jesus Cristo, neste tempo presente? Algo novo tem que acontecer. No conjunto da ação missionária pastoral da Igreja, o que podemos tirar de mensagem para que o testemunho destes homens e mulheres, que deram a vida por causa da sua fé, seja verdadeiramente semente de autênticos cristãos? Assim o seja!
Pe. Matias Soares

PAPA FRANCISCO - PARA O REINO DE DEUS PRECISA -SE DE CORAGEM E NÃO DE PASTORAL DE CONSEVAÇÃO

Papa Francisco - MISSA NA CAPELA DA CASA SANTA MARTA - 31/10/2017: para o Reino de Deus precisa-se coragem e não pastoral de conservação:

É preciso coragem para fazer crescer o Reino de Deus: foi o que disse o Papa na homilia da missa.

Inspirando-se no Evangelho do dia (Lucas 13,18-21), em que Jesus compara o Reino de Deus ao grão de mostarda e ao fermento, o Papa nota que esses dois elementos são pequenos, mas mesmo assim “têm dentro uma potência” que cresce . Assim é o Reino de Deus: a sua potência vem de dentro. Também São Paulo na Carta aos Romanos, proposta na Primeira Leitura, ressalta quantas tensões existem na vida: sofrimentos que, porém, “não são comparáveis à glória que nos aguarda”.

Trata-se, portanto, de “uma tensão entre sofrimento e glória”. Nessas tensões há, de fato, “uma ardente expectativa” por uma “revelação grandiosa do Reino de Deus”. Uma expectativa não somente nossa – destacou Francisco -, mas também da criação, submetida à caducidade assim “como nós” e “propenso à revelação dos filhos de Deus”. E a força interna que “nos leva em esperança à plenitude do Reino de Deus” é aquela do Espírito Santo.

“É justamente a esperança que nos leva à plenitude, a esperança de sair desta prisão, desta limitação, desta escravidão, desta corrupção e chegar à glória: um caminho de esperança. E a esperança é um dom do Espírito. É propriamente o Espírito Santo que está dentro de nós e leva a isso: a algo grandioso, a uma libertação, a uma grande glória. E para isso Jesus diz: ‘Dentro da semente de mostarda, daquele grão pequenininho, há uma força que desencadeia um crescimento inimaginável’”.

“Dentro de nós e na criação” – reitera o Papa – “há uma força que desencadeia: há o Espírito Santo”, que “nos dá a esperança”. E Francisco explica concretamente o que quer dizer viver em esperança: deixar que “essas forças do Espírito” “nos ajudem a crescer” rumo à plenitude que nos aguarda na glória. Mas assim como o fermento dever ser misturado e a mostarda lançada, porque do contrário aquela força interior permanece ali, o mesmo vale para o Reino de Deus que “cresce a partir de dentro, não por proselitismo”, adverte o Papa:

“Cresce a partir de dentro, com a força do Espírito Santo. E sempre a Igreja teve seja a coragem de pegar e lançar, de pegar e misturar, seja também o medo de fazê-lo. E muitas vezes nós vemos que se prefere uma pastoral de manutenção e não deixar que o Reino cresça. 'Mas, vamos permanecer aquilo que somos, pequeninos, ali, estamos seguros…' E o Reino não cresce. Para que o Reino cresça é preciso coragem: de lançar o grão, de misturar o fermento”.

Porém, é verdade que, se lançada, a semente se perde e que, se misturado, com o fermento “eu sujo as mãos” – destaca o Papa –, porque “há sempre alguma perda ao semear o Reino de Deus”:

“Ai daqueles que pregam o Reino de Deus com a ilusão de não sujar as mãos. Estes são guardiões de museus: preferem as coisas belas, e não este gesto de lançar para que a força se desencadeie, de misturar para que a força faça crescer. Esta é a mensagem de Jesus e de Paulo: esta tensão que vai da escravidão do pecado, para ser simples, à plenitude da glória. E a esperança é aquela que vai avante, a esperança não desilude: porque a esperança é muito pequena, a esperança é tão pequena quanto o grão e o fermento”.

A esperança “é a virtude mais humilde”, “a serva”, mas onde existe a esperança, existe o Espírito Santo, que leva em frente o Reino de Deus.

E o Papa, como de costume, conclui convidando os fiéis a fazerem-se algumas perguntas: hoje, perguntemo-nos, se acreditamos que na esperança há o Espírito Santo com quem falar.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A NECESSIDADE DE COMUNICAR A FÉ

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Queridos irmãos e irmãs!
Estamos para concluir o Mês Missionário. E causou grande alegria em toda a Igreja a Carta do Santo Padre Francisco por ocasião do centenário da promulgação da Carta Apostólica “Maximum illud” sobre a atividade desenvolvida pelos missionários no mundo, datada de 22 de outubro. Na Carta, Papa Francisco afirmou: “Aquilo que há quase cem anos Bento XV tinha a peito e que o documento conciliar nos está a recordar há mais de cinquenta anos, permanece plenamente atual. Hoje, como então, ‘enviada por Cristo a manifestar e a comunicar a todos os homens e povos a caridade de Deus, a Igreja reconhece que tem de levar a cabo uma ingente obra missionária’. A propósito, São João Paulo II observou que ‘a missão de Cristo redentor, confiada à Igreja, está ainda bem longe do seu pleno cumprimento’ e que ‘uma visão de conjunto da humanidade mostra que tal missão está ainda no começo, e que devemos empenhar-nos com todas as forças no seu serviço’. Por isso ele, com palavras que eu gostaria agora de repropor a todos, exortou a Igreja a um ‘renovado empenhamento missionário’, convicto de que ‘a missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando a fé que ela se fortalece! A nova evangelização dos povos cristãos também encontrará inspiração e apoio, no empenho pela missão universal’” (FRANCISCO. Carta por ocasião do centenário da promulgação da Carta Apostólica “Maximum illud” sobre a atividade desenvolvida pelos missionários no mundo).
Essa preocupação do Papa Francisco traz-nos a oportunidade de refletir sobre uma característica importante da fé: a comunicação. A necessidade de comunicar a fé está implícita na consciência missionária da Igreja. De fato, ao enviar os discípulos para a missão, Jesus ordena que eles comuniquem a fé. A fé na pessoa e na obra dele, o Filho de Deus que comunica aos homens e às mulheres a vida divina. Jesus Cristo é para nós aquele que comunica Deus. Falamos, em Teologia, da autocomunicação de Deus que acontece por meio do Filho e do Espírito Santo. Portanto, comunicar a fé se radica na essência mesma do significado da Revelação. Revelação é comunicação de Deus. Ao enviar os discípulos, Jesus dá a ordem para que eles comuniquem ao mundo o que lhes foi comunicado. O que comunicamos, na realidade, é uma alegre notícia, uma boa nova, uma mensagem de esperança, de amor. Basta de notícias que não edificam, basta de notícias que entristecem e enfraquecem a nossa esperança. De fato, nós somos destinatários de uma mensagem que eleva a dignidade humana. Jesus nos comunicou o grande amor de Deus pelos homens e mulheres. O projeto do Pai é que todos sejam irmãos e irmãs, que todos trabalhem pela construção do Reino de Deus, reino da verdade e da justiça, reino da paz e do amor.
Por isso, é necessário também reconhecer que só podemos comunicar o que conhecemos. É fundamental reconhecer que a comunicação da fé acontece numa estreita relação entre a boa nova e a vida. Como a boa nova, a mensagem de Cristo, sua Palavra é verdadeira vida, então não pode haver uma separação entre anúncio, comunicação da fé sem experiência da vida. A doutrina, o dogma não são realidades hostis à vida, pelo contrário, estão a serviço da vida, enquanto são realidades que dizem respeito à relação de Deus com o homem, e nunca se dá na doutrina uma exposição de incompatibilidade entre Deus e o homem. Se é necessário afirmar a transcendência divina, isto é, Deus não é criação do homem, Ele está acima do homem, também se deve afirmar que o Deus que conhecemos é sempre o Deus conosco, manifestado e tornado próximo do homem por meio do seu Filho, o Verbo encarnado. Se Deus não tivesse se manifestado a nós, se não tivesse acontecido a Revelação de Deus não teríamos condições de afirmar nada sobre Ele. Mas, isto não se pode nem colocar, pois nós já somos parte da Revelação divina. Isto quer dizer: Deus quer se comunicar a um outro ser que não ele mesmo, pois tal comunicação existe em Deus (o Pai se dá ao Filho, o Filho se entrega ao Pai no amor que é o Espírito Santo), e para que esta comunicação exterior aconteça Ele cria o ser humano. O homem existe para ser o destinatário da autocomunicação de Deus. Isto também quer dizer que é da essência do homem a comunicação, pois ele mesmo se define como o ser que existe para receber a comunicação de Deus.

SETE ATITUDES DE MARIA A SEREM IMITADAS

Ela é nosso modelo perfeito de disponibilidade ao plano de Deus e fidelidade no caminho da santidade.

Somos de Maria e queremos ser como Ela! Sim, como Maria, pois Ela é nosso modelo perfeito de disponibilidade ao plano de Deus e fidelidade ao caminho de santidade. Por isso, essa lista vem nos ajudar a colocar como meta as atitudes ensinadas por nossa Mãe para nos achegarmos mais perto de seu filho Jesus.
1. Silêncio interior
Maria consegue receber em paz e compreender a mensagem do anjo graças ao profundo silêncio do seu coração. Ela está acostumada a meditar as palavras do Senhor e capta tudo com profundo recolhimento. Aprendamos a viver em silêncio interior em meio às atividades cotidianas.
2. Escuta atenta
Maria escuta o anjo com reverência. Não está pensando em si mesma, nem no que tem de fazer, nem em que coisas tem que deixar de fazer para ser a Mãe de Jesus. Ela se dispõe, deixa que as palavras do anjo a toquem e as medita em seu coração.
3. Acolhimento generoso
Depois de escutar, Ela acolhe. E as palavras dão fruto em seu interior, formam raízes em seu coração. Aprendamos de Maria a viver um acolhimento humilde do plano de Deus, aceitando com amor a vontade do Pai, sem desejar outra coisa na vida.
4. Busca pela vontade de Deus
Esta é a atitude que leva Maria a se perguntar sobre o sentido profundo das palavras do anjo: “Como será isso, se não conheço homem algum?”. Sua pergunta não vem da dúvida, mas da vontade de conhecer melhor a vontade de Deus, para poder descobrir a profundidade da sua missão, para responder com a maior fidelidade e generosidade possíveis.
5. Disponibilidade
Maria está disposta a fazer o que Deus lhe pedir, seja o que for. Esta é a atitude de um coração que se educou para dizer “sim” em cada pequena coisa, para pensar primeiro nos outros do que em si mesmo. Abertura e generosidade sem medidas, por amor a Deus e ao próximo.
6. Confiança em Deus e em suas promessas
Desde pequena, Maria meditou nas promessas de Deus ao povo de Israel. Ela as conhece e sabe que Ele sempre foi fiel, apesar da fraqueza do povo. Sua confiança não é cega, está baseada nas ações de Deus. Ela permite que Deus seja o centro da sua vida e se abre ao seu amor.
7. Coragem
Maria não teme a missão que Deus lhe dá, por maior que seja. Ela se lança com valentia a cumprir o plano de Deus. Mesmo sendo uma menina, confia profundamente na graça de Deus, que agiganta seus pequenos esforços. Aprendamos de Maria a confiar em que Deus pode fazer coisas grandes com a nossa pequenez, quando nós a entregamos totalmente a Ele.
Que Nossa Senhora nos auxilie e nos ensine a trilhar os mesmos passos seus!

HISTÓRIAS INSPIRADORAS

Eu estava perdido. Mas Jesus Sacramentado me socorreu e me devolveu a vida

“Se não dobrarmos os joelhos diante do Senhor no Santíssimo, não conseguiremos ir para a frente”

Nove horas da manhã. Soam os sinos da igreja de São José, na Costa Rica. Chega o carro que leva o corpo de um humilde costa-riquenho. O sacerdote e os fiéis que conviveram com ele durante 33 anos, esperam pelo velório e para rezar por ele. Dobram os sinos. Uma grande alma entra no céu.
Mas quem é essa pessoa, a quem se rendem honras?
É o mais simples que você possa imaginar. Eu o conheci em uma das minhas viagens à Costa Rica. Fui para rever a família e para passar um tempo com meu irmão Frank e sua esposa Susana, que vivem lá.
Minha cunhada tinha falado sobre o senhor Paulino Villalobos, um velhinho humilde e bom, que ajudava em sua paróquia e tinha um amor extraordinário por Jesus Eucarístico. Queria que eu o conhecesse.
Naquele sábado, fomos muito cedo à Missa da tarde.
Notei um senhor ajoelhado, com grande devoção diante do sacrário. Ele se levantou, arrumou as flores com um carinho que me comovia. Fiquei um momento com Jesus, em oração, e logo fui à sacristia.
Minha cunhada sussurrou: “Este é senhor Paulino…”
Susana, então, aproximou-se dele e o trouxe até onde eu estava. Ele me cumprimentou cordialmente e nós sentamos para conversar. Logo, o senhor me mostrou Jesus no sacrário e disse: “Ele é meu amigo”.
 “Um grande amigo, né senhor Paulino?”, respondi.
 “O melhor, senhor Claudio. Eu vivi no pecado durante muitos anos. Não conseguia sair dos vícios. Estava perdido. E, um dia, Ele me tirou. Restaurou minha vida. Deu sentido a tudo. Fez-me feliz. Por isso, em agradecimento, aqui estou eu, servindo-o com o pouco que eu posso, fazendo-lhe companhia, dedicando minha vida a ele há mais de 30 anos”.
Conversamos por quase 20 minutos. As palavras dele me emocionavam. Eram as de um indiscutível apaixonado por Jesus Sacramentado. Um desconhecido para o mundo, mas alguém muito especial para Jesus e Maria.
Eu não estou na Costa Rica. Mas quero honrar sua vida, transcrevendo uma entrevista que ele deu recentemente:
 “Eu sempre digo uma coisa muito importante para as pessoas. As visitas ao Santíssimo me ajudaram nestes 33 anos, depois que entrei no caminho do Senhor. Porque, quando alguém entra no caminho do Senhor, traz muitos costumes do mundo. E, se não dobrarmos os joelhos diante do Senhor no Santíssimo, não conseguiremos ir para a frente, como eu fui.
Tenho 33 anos de proximidade com o Senhor e nunca caí novamente no abismo, pois Ele sempre me socorre.
É muito importante receber o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus. Oxalá todos pudessem receber todos os dias, como eu recebia.
O que Ele mudou na minha vida? Como evitei cair no vício que me consumiu? Este é o secreto: estive em comunhão com Ele sempre e sempre em oração”.
Até o céu, dom Paulino!

MISSAS DE FINADOS - PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO Ó

Missa de Finados:

Confira locais e horários:
 As missas de finados deste ano, na cidade de Nísia Floresta, irão acontecer em seis comunidades, além do Centro. O Padre Ajosenildo Nunes – Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Ó – divulgou a lista com os locais e horários das celebrações eucarísticas que acontecerão nesta quarta-feira (2).


Veja logo abaixo:

7h: Centro (Igreja Matriz de Nossa Senhora do Ó) e praia de Pirangi do Sul (Cemitério);
9h: Alcaçuz (Capela de Nossa Senhora das Mercês;
9h30: Praia de Barra de Tabatinga (Capela de Nossa Senhora de Fátima);
11h: Timbó (Capela de São Gonçalo);
16h30: Campo de Santana (Cemitério) e Golandi (Cemitério);
19h: Centro (Cemitério).

(Fonte: Paróquia de Nossa Senhora do Ó)

Papa Francisco: sem o amor, vida e fé permanecem estéreis

"Sem o amor, quer a vida quer a fé permanecem estéreis”. Ao encontrar neste XXX Domingo do Tempo Comum os milhares de fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro para a Oração mariana do Angelus, o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho de Mateus proposto pela liturgia  do dia.
Eis a sua alocução na íntegra:
“Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Neste domingo a liturgia nos apresenta uma passagem do Evangelho breve, mas muito importante (cf. Mt, 22,34-40). O evangelista Mateus conta que os fariseus se reúnem para colocar à prova Jesus.
Um deles, um doutor da Lei, lhe dirige esta pergunta: “Mestre, na Lei, qual é o maior mandamento?” (v.36). É uma pergunta insidiosa, porque na Lei de Moisés são mencionados mais de 600 preceitos. Como distinguir, entres estes, o grande mandamento?
Mas Jesus não tem nenhuma hesitação em responder: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento”. E acrescenta: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.
Esta resposta de Jesus não é algo que se deduz automaticamente, porque entre os múltiplos preceitos da lei judaica, os mais importantes eram os dez mandamentos, comunicados diretamente por Deus a Moisés, como condição do pacto de aliança com o povo. Mas Jesus quer fazer entender que sem o Amor por Deus e pelo próximo não existe verdadeira fidelidade a esta aliança com o Senhor. Tu podes fazer coisas boas, cumprir todos os preceitos, tantas coisas boas, mas se tu não tens amor, isto não serve.
Confirma isto um outro texto do Livro do Êxodo, chamado “código da aliança”, onde se diz que não se pode estar em Aliança com o Senhor e maltratar aqueles que desfrutam de sua proteção. E quem são estes que desfrutam de sua proteção? Diz a Bíblia: a viúva, o órfão, o estrangeiro, o migrante, isto é, as pessoas mais sozinhas e indefesas (cf. Ex 22,20-21).
Respondendo aos fariseus que o haviam interrogado, Jesus procura também ajudá-los a colocar ordem na sua religiosidade, a restabelecer aquilo que realmente é importante e aquilo que é menos importante. Diz: “Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos” (Mt 22,40). São os mais importantes e os outros dependem destes dois.
E Jesus viveu exatamente assim a sua vida: pregando e fazendo aquilo que realmente é importante e é essencial, isto é, o amor. O amor dá impulso e fecundidade à vida e ao caminho de fé: sem o amor, quer a vida quer a fé permanecem estéreis.
O que Jesus propõe nesta página do Evangelho é um ideal estupendo, que corresponde ao desejo mais autêntico de nosso coração. De fato, nós fomos criados para amar e ser amados. Deus, que é amor, nos criou para tornar-nos partícipes da sua vida, para sermos amados por Ele e para amá-lo, e para amar com Ele todas as outras pessoas.
Este é o “sonho” de Deus para o homem. E para realizá-lo temos necessidade da sua graça, temos necessidade de receber em nós a capacidade de amar que provém do próprio Deus. Jesus se oferece a nós na Eucaristia justamente para isto. Nela, nós recebemos o seu Corpo e o seu sangue, isto é, recebemos Jesus na expressão máxima de seu amor, quando Ele ofereceu a si mesmo ao Pai para a nossa salvação.
Que a Virgem Santa nos ajude a acolher em nossa vida “o grande mandamento” do amor de Deus e do próximo. De fato, se também o conhecemos desde quando éramos crianças, nunca iremos deixar de nos converter a ele e de colocá-lo em prática nas diversas situações em que nos encontramos”.