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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

VIDA CONSAGRADA NAS NOVAS COMUNIDADES

Caríssimos irmãos e irmãs,
O objetivo e a motivação dos três conselhos evangélicos, Pobreza, Castidade e Obediência, consiste em unir-se a Cristo de coração totalmente liberto pela graça, em uma vida pobre, casta, e obediente, pelas obras do Reino de Deus.
As novas comunidades representam, dentro da Igreja, as vocações surgidas entre os leigos e assumidas por homens e mulheres que se sentiram chamados a testemunhar Jesus em suas vidas de modo integral. É o oferecimento da própria vida a Deus, sem meio termo e nem subterfúgio.
Essa vocação está presente desde o início do cristianismo e se expressou inicialmente na vida religiosa, monástica e eremítica das antigas ordens e sociedades de vida apostólica e, hoje, as novas comunidades com um estilo específico caracterizado pela possibilidade de agregar pessoas solteiras e casadas que querem viver como consagrados.

O documento da Congregação para os institutos de vida Consagrada, com o tema “Vida Fraterna em Comunidade”, elaborado em 1994, assegurou: “A obediência é um ‘sim’ ao plano de Deus que confiou uma tarefa especial a um grupo de pessoas. Comporta uma ligação com a missão, mas também com a comunidade que deve realizar aqui e agora seu serviço; exige também um lúcido olhar de fé sobre os superiores que ‘desempenham sua tarefa de serviço e de guia’ e devem tutelar a conformidade do trabalho apostólico com a missão. E assim em comunhão com eles se deve realizar a divina vontade, a única que pode salvar”.

O documento “Vida Fraterna em Comunidade”, diz: “Na dimensão comunitária a castidade consagrada, que implica também uma grande pureza de mente, de coração e de corpo, exprime uma grande liberdade para amar a Deus e tudo o que é de Deus com amor indiviso”.  Percebe-se, que isso implica uma total disponibilidade de servir e amar a todas as pessoas tornando presente o amor de Cristo. Um amor que não é egoísta nem exclusivo, não é possessivo nem escravo, mas se expressa como universal e sem interesses pessoais, livre, fundamental para a missão do consagrado.
O homem ou a mulher que hoje escolhe uma vida voltada unicamente para Deus numa comunidade de consagrados, deve procurar viver a sua castidade com liberto interiormente das fobias dos tempos passados. Liberdade que proporcione amar a todos sem exceção, a partir do Amado.

Um terceiro aspecto muito marcante no mundo de hoje é o apego demasiado às coisas materiais, vive-se em um consumismo desenfreado que atrapalha a vida de quem quer viver na POBREZA. O Senhor precisa e quer contar com homens e mulheres  livres, capazes de abandonar tudo, que não estejam condicionados, capazes de encontrar só n´Ele seu tudo.

O leigo consagrado com essa promessa procura viver despojado e desapegado de todos os bens materiais, sobretudo do que é supérfluo, sempre motivado pelo espírito de solidariedade com aquelas pessoas que têm pouco ou quase nada.
A consagração nos dias atuais é uma entrega a Deus que deve levar à plenitude da vida. É um caminho de configuração ao Cristo Pobre, Casto e Obediente. Uma entrega que alcança à plenitude com a morte, ou seja, entrega total, para sempre. Somente assim testemunharão que possuem amor verdadeiro.
Desejo que os missionários das novas comunidades vivam uma entrega verdadeira e sem reservas. Saibam que a vida consagrada passa pelo sacrifício da entrega incondicional que lhe fará conscientes de que a santidade é pra hoje.
Coragem para não desanimar nas adversidades e que nossa mãe, Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos, seja a intercessora de todos os consagrados.
Pe. Márcio Henrique Mendes Fernandes
Vigário Geral da Diocese de Campina Grande

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